Se você chegar no balcão do bar e pedir um whisky (ou whiskey) de milho qual a hipótese mais provável:
a) O cara do bar, vulgo barman, vai ficar com cara de tacho.
b) Alguém ao lado, vulgo metido, vai rir.
c) Os dois anteriores vão abrir a boca e dizer “o quê?
d) O bodegueiro vai pedir “Jack ou Jim”?
Claro que você não tem motivos pra pedir um whisky de milho, mas, se ao provar um Bourbon (whisky americano), como um Jack Daniel’s ou um Jim beam você sentir o aroma irá perceber claramente um aroma de caramelo de milho (karo).
Os bourbons ou whiskys americanos são feitos a partir de milho, em um processo onde as moléculas de amido da quirera do milho (grits) são transformadas em açúcar e estas são fermentadas para dar origem ao álcool, o qual é concentrado em um destilador (nosso velho herói, o Alambique). Após isso o produto envelhece em barris de quercus alba (carvalho americano), geralmente por 4 a 7 anos (O mínimo previsto em lei é dois anos), sendo então padronizado e envasado nas tradicionais garrafas quadradas.
O mais legal dos bourbons é sentir o sabor do milho obscuro em meio ao do carvalho, sabor este que é deveras estragado com a adição de gelo; ou seja Bourbon é pra cowboy.
Então, amigas leitoras, vocês podem até gostar e tem direito de tomar o que quiser, mas misturar Bourbon com água de côco, energéticos e etcéteras é pecado contra Santo Onofre (e Mr Jack deve estar a direita dele).
Fica a dica, se quiser misturar use um blend (natu, passport, jhonny para os mais exigentes), você gasta menos, o sabor forte do carvalho americano não atrapalha seu “drink” e evita o sacrilégio. Mais adiante falaremos das particularidades de Mr. Jack e Mr Jim e seus colegas menos famosos aqui nessas bandas.
PS
“Você não aguenta um bourbon sem gelo? Bom, é preciso separar os homens das crianças...”
Aprecie com responsabilidade.











