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Você está em: Página Inicial Colunistas Stevan "Tangará" Arcari O fantástico mundo das borbulhas (I)

Coluna - Tangará

 


Criado no setor de bebidas, formado em enologia

e escrevendo sobre "tragologia"...

Msn : stevan_arcari@hotmail.com

Twitter: @tangarah

O fantástico mundo das borbulhas (I)

 

Era uma vez um monte de monges pinguços, digo, apreciadores de bons vinhos, que viviam em uma região fria da França, onde os vinhos tinham grandes dificuldades para terminar a fermentação alcoólica. Por vezes estes vinhos eram engarrafados ainda um pouco doces, e muitos desses voltavam a fermentar nas garrafas, gerando verdadeiras bombas etílicas. (a fermentação produz gás carbônico, que em uma garrafa fechada tende a achar um jeito de sair...)

 

Um desses monges trabalhou muito, não mediu esforços para aperfeiçoar seu trago, digo, sua nobre bebida e desenvolveu garrafas mais fortes, com sistemas de fechamento que lacrassem devidamente a garrafa.

 

 

Enfim, o beato mais teimoso da turma então dominou o gás oriundo da fermentação dentro da garrafa e “inventou†o Champagne, sendo que ao tomar um goró, digo, apreciar com mais afinco a sua criação, disse estar “bebendo estrelasâ€. Essa afirmação levou alguns fofoqueiros, digo, historiadores a desconfiar que o tal padre também gostasse de umas baforadas ou cultivasse papoulas no jardim. Lógico que isto é só intriga da oposição abstêmia.

 

 

Enfim, a colonada da tal da região de Champagne foi ficando rica com as estrelas do padre e outros produtores mundo afora foram adaptando o processo às suas variedades, ao seu clima, a seus clientes e foram criando seus “champagnesâ€. Com isso a região de Champagne se organizou, criou uma A.O.C., (no Brasil chamamos de Indicação Geográfica) e assim ninguém mais pode (ou deveria) usar o nome champagne, portanto mundo afora (inclusive na própria França) os “champagnes que não são feitos em champagne†em geral são chamados de Espumante

 

No Brasil espumante é um vinho que contém gás carbônico natural da fermentação, com 4 a 6 atm de pressão na garrafa. Vinhos com menos gás são chamados de frisantes ou de vinho gaseificado.

 

Não perca semana que vem neste mesmo horário, neste mesmo canal mais informações sobre vinhos com bolinhas, inclusive prosecco, asti, lambrusco e afins... Enquanto aguarda você pode tentar achar as estrelas do monge ali das linhas de cima em alguma garrafa por aí.

 

P.S.: convida alguém do sexo oposto...

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