A matéria-prima básica para produzir cerveja é basicamente o amido. As fontes de amido para a cerveja são normalmente cereais; a óbvia cevada e os “coadjuvantes”, trigo, milho, sorgo, arroz, entre outros. Também podem ser utilizados amidos de tubérculos como batata e mandioca, os quais são normalmente classificados como “adjuntos”.

As moléculas de amido são desdobradas em moléculas de açúcares (principalmente glicose) e esses açúcares são transformados em álcool por leveduras. A fermentação alcoólica transforma um produto bem doce em um produto de paladar “quase equilibrado”, pois o álcool é um pouco doce, as leveduras liberam compostos de sabor levemente doce (mannoproteínas principalmente), havendo um pouco (bem pouco) de acidez, e praticamente nada de amargo.
Os alquimistas, curandeiros, artesões e conhecedores das coisas em geral de antigamente aprenderam que coisas amargas podiam fazer bem pra saúde e vários povos tiveram o costume de colocar, ferver, destilar, macerar e fazer de tudo um pouco com folhas amargas em tudo que é tipo de bebida. Quando fizeram isso com a cerveja encontraram uma solução para que a bebida não fosse tão enjoativa e pudesse ser tomada de barrigada. De quebra o amargor ainda ajuda a conservar a bebida por mais tempo.
Esse pessoal antigo usava de tudo na cerveja, qualquer coisa que fosse vegetal podia virar fonte de amargor, até que a partir do século XI começaram a usar o lúpulo. Foi uma febre. Até hoje a fonte de amargor de quase todas as cervejas do mundo é esta planta.
Então cervejófilos de plantão agradeçam ao lúpulo por existir e permitir que bebamos cerveja não enjoativa e passível de beber de barrigada.
PROSIT!!!











